Setor suinícola de Minas Gerais enfrenta queda de 32% nos preços e margens pressionadas

A suinocultura em Minas Gerais atravessa um período de forte instabilidade em 2026, com os preços do animal vivo registrando uma queda de 32% em comparação ao ano anterior. O excesso de oferta no mercado desequilibrou a balança comercial do setor, empurrando os valores para patamares inferiores aos custos de produção, o que gera preocupação entre os produtores do Triângulo Mineiro e Alto Paranaíba.
Dados de mercado apontam que, em meados de setembro, o quilo do suíno vivo foi negociado em média a R$ 5,80, valor significativamente menor que os R$ 8,50 registrados no mesmo período de 2025. Embora tenha ocorrido uma leve recuperação frente aos R$ 5,30 da semana anterior, o preço de venda atual não cobre o custo médio de produção, estimado em R$ 6,00 por quilo.
Além da crise no campo, a região também monitora indicadores econômicos urbanos. Em Uberaba, a Companhia Operacional de Desenvolvimento, Saneamento e Ações Urbanas (Codau) registrou mais de 24 mil cortes no fornecimento de água por inadimplência entre janeiro e setembro. O volume já representa 82% de todas as suspensões realizadas no ano anterior, evidenciando o impacto financeiro nas famílias locais.
Os cenários de deflação no agronegócio e aumento da inadimplência urbana acendem um alerta para a economia regional. Especialistas indicam que a recuperação da suinocultura dependerá de um ajuste na oferta e da redução dos custos de insumos, enquanto o setor público busca estratégias para conter o avanço das dívidas de serviços essenciais.
Com informações de Regionalzão.



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